quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Cenas de Carnaval 2015/50

Cenas de Carnaval 50: Na esquina da São Salvador com Marquês de Abrantes, um grupo de 4 pessoas - marido, mulher e amigas - de Recife conversa conosco. O marido nos convida pra tomar um chopp no Planalto, ali perto, e aceitamos. Entrão e simpático, ele logo consegue uma mesa no lotado restaurante, pede vários chopps e um churrasco misto. Contam que no dia seguinte tinham prometido à filha que ficariam com ela, estavam se despedindo do Carnaval. Quando, depois do chopp e das fotos, procuramos o dinheiro pra pagar nossa parte, ele protesta: Onde já se viu, eu convido vocês e deixo vocês pagarem??? não sou desses, não!!! Se não querem comer, podem ir, ma não mexam no bolso!!! a mulher sorri, aprovando. Saímos, bendizendo o espírito carnavalesco, que favorece as amizades instantâneas e os gestos generosos...

Cenas de Carnaval 2015/49

Cenas de Carnaval 49: A chuva da véspera nos deixou escaldadas: não querendo sair de perto de casa, vamos ao Largo do Machado e à Praça São Salvador. Há blocos em toda parte, mas decidimos caminhar e ver o movimento. Em frente ao Restaurante Lamas, encontramos esses dois. Um deles traz uma espécia de radinho à cintura. Aperta um botão, vem uma música, e o outro faz a dança correspondente. Vimos performances de Madonna e Spice Girls, um sucesso. Pedimos fotos, o dançarino se assusta: não vai por meu nome, vai? Mas eu não sei seu nome, observo, séria. Ah, é verdade, que alívio... é que sou um advogado famoso em São Paulo, não posso ser reconhecido, confidencia, mal se aguentando pra não rir. Sou polícia federal, qualquer coisa, ponho você no programa de proteção à testemunha, respondo, no mesmo tom.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Cenas de Carnaval 2015/48

Cenas de Carnaval 48: A pergunta partiu da Ana Moura: por que há tão poucos blocos na segunda-feira? primeiro, fiquei pensando, depois recorri à minha enciclopédia para carioquices: meu pai, Ivan Vasques... Há muitos anos atrás, ele conta, antes das escolas de samba existirem legalmente, as segundas-feiras eram reservadas aos desfiles das Grandes Sociedades Carnavalescas, que usavam carros enfeitados com flores e mulheres bonitas e tentavam reproduzir o glamour dos carnavais de Veneza. Mas era também um dia útil, embora nem todos trabalhassem. Já no século 20, instituiu-se o Baile dos Casados, frequentados por homens que diziam às esposas que estavam trabalhando e iam se divertir sozinhos... Talvez por razão semelhante exista o Samba do Trabalhador, que acontece todas as segundas-feiras no Clube Renascença! este ano, fiquei sabendo que existe o Baile do Trabalhador, e já tô me programando pra não perder em 2016! de qualquer modo, meu pai atribui a isso tudo o fato de haverem poucos blocos na segunda-feira de carnaval.

Cenas de Carnaval 2015/47

Cenas de carnaval 47: Após resgatarmos Daniela, bateu a fome. Achamos justo que ela pagasse nosso café da manhã, e lá nos fomos pra uma padaria em frente ao condomínio. Alexandra e eu, no Carnaval, só andamos fantasiadas: ela estava de boneca que perdeu o sapato (o que a pessoa faz pra poder brincar com o pé convalescente não tá no mapa!), eu de onça. Ouvimos os relatos sobre o Carnaval naquela área - Barra, Recreio, Curicica - e gargalhamos com nossas próprias piadas a respeito da distância, da dificuldade de não ter nada perto. Já no fim da refeição, percebemos olhares desaprovadores dos outros comensais; todos moradores da localidade, não pareciam nada felizes com a opinião sincera que externávamos. Decidimos pagar a conta e sair antes que apanhássemos...

Cenas de Carnaval 2015/46

Cenas de Carnaval 46: A segunda-feira começou com uma operação-resgate que não tava no programa. Daniela Beling, nossa amiga gaúcha hospedada em Curicica, estava sem carona pra ir pro aeroporto e corria o risco de ter que ir de frescão, encontrando sabe-se lá quantos blocos pelo caminho, e acabar perdendo o avião. Por mais que essa ideia nos agradasse (quem vai embora do Rio na segunda-feira de Carnaval????), resolvemos ir até lá resgatá-la Munidas do nosso melhor amigo Waze e da Babi Mattos, outra gaúcha que já morou no Recreio, nos tocamos pra Curicica. Demorou um pouco, nos perdemos um pouco, mas chegamos!!! e de quebra, descobrimos onde é que a Angélica grava seu programa semanal, hehehe!

Cenas de Carnaval 2015/45

Cenas de Carnaval 45: O desfile do Simpatia acabou num grande temporal, com as duas ritmistas abrigadas embaixo de uma marquise e rezando por um táxi. Em conversa com um homem, ficam sabendo que seu amigo, muito alcoolizado, mora em Laranjeiras, e decidem dar-lhe uma carona no táxi que, finalmente aparece e cujo motorista tem intolerância a bêbados. O amigo, louco pra se ver livre do incômodo, diz que "não é nada disso, ele tá passando mal porque tem pressão alta". Todo mundo sabe que essa condição médica provoca fala pastosa, e é assim que o coroa toma a palavra. Seu apelido é Edu Balde, pois toca balde (sim o balde é instrumento de percussão) em vários blocos. Diz-se fundador do Que Merda É Essa e também de um bloco parado em frente ao Varandas de Laranjeiras (do qual nunca ouvi falar, embora more ao lado há mais de 20 anos). Angela não tem coragem de largar o cara na Soares Cabral e o leva até em casa, na Alegrete. Carnaval é tempo de ser solidário com os devotos de Baco, sobretudo se sofrem de pressão alta! E como Carnaval também é cultura, você aprende tudo sobre o balde como instrumento de percussão aqui.

Cenas de Carnaval 2015/44

Cenas de Carnaval 44: Alexandra Mósca adora o Simpatia é Quase Amor, de Ipanema. Já eu não curto muito. A camisa do bloco que eu tinha, junto com o chocalho, foram emprestados pra que ela pudesse desfilar dentro da corda. Nem da pra descrever a felicidade dela!!! O pé, fraturado em dezembro, ficou protegido, e ela ainda não cansou de agradecer "a graça recebida"...